Protecionismo


 

O que é protecionismo?

 

Protecionismo, no contexto econômico, é o conjunto de medidas adotadas por um governo para proteger a produção nacional contra a concorrência de produtos estrangeiros. Essas medidas podem incluir a cobrança de tarifas de importação, a criação de cotas para limitar a entrada de mercadorias, subsídios a empresas nacionais e exigências técnicas que dificultam a venda de produtos importados. O objetivo do protecionismo costuma ser fortalecer a indústria local, preservar empregos, reduzir a dependência externa e estimular setores considerados estratégicos. No entanto, ele também pode gerar aumento de preços para os consumidores, menor variedade de produtos e conflitos comerciais entre países.



Protecionismo e Mercantilismo 

 

O protecionismo foi muito utilizado na Europa durante a fase do mercantilismo (séculos XVII e XVIII). Os reis absolutistas criavam barreiras alfandegárias, aumentando os impostos de importação. Desta forma, dificultavam a venda de produtos do exterior em seu território, pois os produtos estrangeiros encareciam muito. Na concorrência, os produtos nacionais ficavam sempre mais baratos, atraindo os consumidores. Este protecionismo visava também evitar a saída de moedas do território nacional.

 

Neste período, alguns reis chegavam a ser mais radicais, proibindo totalmente a entrada de produtos estrangeiros.



Principais mecanismos protecionistas:

 

• Aumento da carga tributária sobre a importação de gêneros agrícolas e manufaturados;

 

• Criação de diversas regras e normas para dificultar a entrada de produtos estrangeiros;

 

• Interferências governamentais no câmbio para aumentar o preço das moedas estrangeiras (principalmente euro e dólar). Esta medida deixa os produtos importados mais caros, desestimulando a importação;

 

• Utilização de subsídios para baratear os produtos nacionais;

 

• Limitação da exportação de matérias-primas para garantir o abastecimento a indústrias nacionais a preços mais baixos;

 

• Criação de exigências para que uma certa porcentagem de um produto ou serviço seja produzida localmente, incentivando a utilização de insumos nacionais e a geração de empregos locais. Essas práticas são conhecidas como Políticas de conteúdo local.

 

 

Protecionismo e Globalização 

 

Na segunda metade do século XX, o protecionismo começou a perder força. Com o processo de globalização da economia, muitas barreiras alfandegárias caíram e o comércio internacional passou a ser estimulado e ganhou força. Países que se negaram a entrar no comércio internacional, abrindo suas economias, tiveram seu desenvolvimento econômico prejudicado.



Protecionismo econômico na atualidade 

 

Atualmente, o protecionismo perdeu força, sendo considerado uma prática econômica desleal. A OMC (Organização Mundial do Comércio) regula o comércio internacional, visando combater práticas comerciais protecionistas. Mesmo assim, muitos países ainda usam o mecanismo do subsídio, principalmente na área agrícola, como forma de proteger os agentes econômicos nacionais.

 

Imagem superior de uma navio cargueiro e inferior de containers num porto.

Uma das principais estratégias protecionistas é o aumento de impostos e taxas sobre os produtos estrangeiros. Essa prática é conhecida como protecionismo alfandegário.

 

 

Exemplos:

 

Tarifa Smoot-Hawley nos Estados Unidos: em 1930, durante a Grande Depressão, o governo dos Estados Unidos aprovou a Tarifa Smoot-Hawley, que elevou impostos sobre milhares de produtos importados. A intenção era proteger agricultores e indústrias norte-americanas da concorrência estrangeira, mas a medida contribuiu para reduzir o comércio internacional e provocou reações protecionistas de outros países.


Política de substituição de importações no Brasil:
entre as décadas de 1930 e 1980, o Brasil adotou medidas para reduzir a dependência de produtos industrializados estrangeiros. O governo aumentou tarifas de importação, criou incentivos para a indústria nacional e estimulou a produção interna de bens antes comprados de outros países, como automóveis, máquinas e eletrodomésticos. Essa política ajudou a fortalecer a industrialização brasileira, mas também gerou setores pouco competitivos e produtos mais caros para os consumidores.

 

 

Infográfico sobre protecionismo econômico
Infográfico resumido e didático sobre protecionismo econômico

 



Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 10/05/2026




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Bibliografia e vídeos indicados:

 

Fontes de referência:

 

https://www.britannica.com/money/protectionism

 

SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Editora Best Seller, 1999.


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