Dicionário de Filosofia


 

DICIONÁRIO DE FILOSOFIA

 

 

A

 

Absolutismo: a crença em princípios absolutos em assuntos políticos, filosóficos, éticos ou teológicos.

Absurdismo: crença de que os seres humanos existem em um universo sem propósito e caótico.

Abstração: processo de isolar certas qualidades ou características de um objeto para considerá-las separadamente da coisa concreta.


Acosmismo: doutrina filosófica que nega a realidade ou a independência do mundo, considerando-o uma ilusão ou um reflexo da consciência divina, como defendido por filósofos como Espinosa.

Argumentação: processo de apresentar razões ou provas para apoiar ou refutar uma ideia.

Ascetismo: é uma prática ou estilo de vida filosófico caracterizado pela abstenção de prazeres sensoriais, frequentemente com o objetivo de alcançar objetivos espirituais ou morais.

Aforismo: declaração breve e incisiva que expressa uma verdade ou princípio fundamental de maneira concisa.


Agnosia: condição filosófica ou epistemológica que descreve a incapacidade de conhecer ou compreender certos aspectos da realidade, muitas vezes ligada a limites do conhecimento humano.

Agnosticismo: a visão de que a existência de Deus, do divino ou do sobrenatural é desconhecida ou incognoscível.

Alegoria: técnica narrativa que utiliza representações simbólicas para expressar ideias e conceitos complexos de maneira mais acessível.

Alienação: refere-se ao distanciamento do indivíduo de sua essência ou natureza, frequentemente associado à perda de autonomia ou identidade pessoal.

Altruísmo: a preocupação desinteressada pelo bem-estar dos outros.


Amor Fati: conceito filosófico que significa "amor pelo destino", abraçando e aceitando tudo o que acontece na vida como necessário.


Anamnesis: conceito filosófico platônico que sugere que o conhecimento é uma recordação da alma, adquirida em uma existência anterior.

Anarquismo: uma filosofia política que defende sociedades autogovernadas com instituições voluntárias, muitas vezes definida por uma crítica ao governo compulsório.


A priori e a posteriori
: termos usados para distinguir conhecimento que vem antes da experiência (a priori) e conhecimento que vem após a experiência (a posteriori).


Aporia: na filosofia, refere-se a uma contradição ou impasse lógico insolúvel, frequentemente usado em diálogos socráticos para indicar a confusão ou dúvida intelectual.

Aretê: excelência moral ou virtude.

Aristotelismo: filosofia que enfatiza a observação empírica e o raciocínio lógico para entender a realidade natural e humana.


Ataraxia:
especialmente no epicurismo e no estoicismo, é um estado de serenidade e imperturbabilidade mental, alcançado pela ausência de perturbações ou preocupações.


Ato e Potência conceitos filosóficos, desenvolvidos por Aristóteles, que se referem, respectivamente, à realização efetiva de uma capacidade e à mera possibilidade de realização.


Atomismo: teoria de que o universo e todos os objetos físicos são compostos por pequenas unidades indivisíveis chamadas átomos.


Autarquia: em filosofia, refere-se à autossuficiência ou ao controle absoluto sobre si mesmo, frequentemente associado ao ideal estoico de independência emocional e racional.

Autonomia da Vontade: conceito criado por Kant, diz respeito a capacidade do indivíduo de agir conforme princípios morais que ele mesmo estabelece de maneira racional.


Averroísmo: interpretação do aristotelismo por Averróis, destacando a razão.

Axiologia: estuda valores, incluindo ética e estética, e teoriza sobre o que é bom, justo e belo.

 

 

B

 

Belo: conceito estético relacionado à percepção da beleza e às reflexões filosóficas sobre aquilo que produz admiração, prazer ou harmonia.


Bem: conceito central da Ética que se refere ao que é considerado moralmente correto, desejável ou valioso para a vida humana.


Bioética: área da Filosofia que estuda questões morais relacionadas à vida, à medicina, às pesquisas científicas e às tecnologias aplicadas aos seres vivos.


Biopoder: conceito desenvolvido por Michel Foucault para explicar formas de poder que atuam sobre os corpos e sobre a vida das populações por meio de instituições, normas e práticas sociais.


Boa vontade: conceito importante na filosofia moral de Immanuel Kant, associado à intenção de agir de acordo com o dever e com princípios considerados moralmente corretos.


Busca da verdade: expressão filosófica que representa o esforço racional de compreender a realidade, questionando opiniões, crenças e conhecimentos considerados insuficientemente fundamentados.

 

 

C

 

 

Cartesianismo: a filosofia de René Descartes, que enfatiza a dúvida metódica, o dualismo mente-corpo e o racionalismo como fundamentos do conhecimento.


Causa Final: conceito filosófico que se refere ao propósito ou objetivo para o qual algo é feito, uma das quatro causas fundamentais propostas por Aristóteles.

Ceticismo: a atitude de duvidar das afirmações de conhecimento apresentadas em várias áreas. Os céticos examinam criticamente se essas afirmações têm fundamentos adequados para serem consideradas verdadeiras.


Cinismo: na filosofia, é uma escola de pensamento que defende uma vida em conformidade com a natureza e critica as convenções sociais, enfatizando a autossuficiência e o desapego.


Conhecimento: em filosofia, o conhecimento é frequentemente definido como uma crença verdadeira justificada, um assunto chave no campo da epistemologia.


Consciência: conceito filosófico que se refere ao estado de estar ciente de si mesmo e do ambiente.

Contingência: na filosofia, é a característica de eventos ou estados de coisas que não são necessários, mas podem ocorrer ou não, dependendo de circunstâncias variáveis.


Contrato Social: teoria ou modelo, originando-se durante o Iluminismo, que tipicamente aborda as questões da origem da sociedade e a legitimidade da autoridade do estado sobre o indivíduo.

Cosmologia: na filosofia, significa o estudo racional da origem, estrutura, ordem e finalidade do universo considerado em sua totalidade.


Criticismo: desenvolvido por Immanuel Kant, é uma abordagem filosófica que analisa criticamente as condições e limites do conhecimento humano, destacando a interação entre a experiência sensível e as estruturas cognitivas a priori.




D

 

 

Dedutivismo: é um método filosófico e científico que enfatiza a dedução lógica partindo de premissas gerais para chegar a conclusões específicas.

Deontologia: uma teoria ética que usa regras para distinguir o certo do errado, frequentemente contrastada com o consequencialismo ou a ética da virtude.


Demiurgo
: na Filosofia, especialmente no platonismo, o demiurgo é uma entidade responsável pela criação e organização do universo físico.


Desconstrução: análise crítica de pressupostos e hierarquias em textos e discursos.


Determinismo
: a ideia filosófica de que todos os eventos, incluindo escolhas morais, são determinados completamente por causas existentes anteriormente.


Dogma: princípio considerado como verdade absoluta e indiscutível.


Dogmatismo: em filosofia, é a atitude de afirmar crenças como inquestionavelmente verdadeiras, sem considerar evidências ou opiniões contrárias.


Doxa: opinião ou crença comum, não necessariamente verdadeira.


Dualismo
: a crença de que a mente e o corpo são distintos e separáveis.


Dúvida Cartesiana
: método filosófico, desenvolvido por Descartes, que consiste em duvidar de tudo, inclusive de nossas próprias crenças, para chegar a um conhecimento certo e indubitável.



E

 

 

Ecletismo: na filosofia, é a abordagem que consiste em combinar ideias de diversas escolas de pensamento, sem aderir rigidamente a um único sistema filosófico.

Empirismo: uma teoria que afirma que o conhecimento vem apenas ou principalmente da experiência sensorial.

Epicurismo: filosofia que busca a felicidade através do prazer moderado e da sabedoria, enfatizando a tranquilidade da mente e a ausência de dor como o maior bem.


Epifenomenalismo: doutrina segundo a qual os fenômenos mentais são subprodutos de processos físicos no cérebro e não têm efeitos causais sobre eventos físicos.

Epistemologia: o estudo do conhecimento; como sabemos o que sabemos. Estudo do conhecimento, suas naturezas, origens e limites.

Estética: em Filosofia, refere-se à exploração da beleza, arte e gosto. Investiga o que é considerado belo ou artístico.

Estoicismo: filosofia helenística que ensina a virtude, o autocontrole e a serenidade como meios de alcançar uma vida sábia e em harmonia com a natureza, enfatizando a aceitação inabalável do destino.

Ética: o ramo da filosofia que envolve a sistematização, defesa e recomendação de conceitos de comportamento certo e errado.


Ética evolutiva:
visão de que os sistemas morais evoluem com base em mecanismos de sobrevivência e adaptação.


Eticidade: qualidade ética e moral de ações e decisões.

Eudaimonia: na filosofia, especialmente na ética aristotélica, é um termo que se refere à felicidade ou bem-estar humano como a realização máxima e o objetivo final da vida.

Existencialismo: uma teoria filosófica que enfatiza a existência individual, a liberdade e a escolha.




F

 

Fatalismo: crença filosófica de que todos os eventos são predeterminados e inevitáveis, tornando inúteis os esforços humanos para alterá-los.

Feminismo: gama de movimentos políticos, ideologias e movimentos sociais que compartilham o objetivo comum: definir, estabelecer e alcançar igualdade política, econômica, pessoal e social dos sexos.

Fenomenologia: um movimento filosófico que enfatiza o estudo da experiência consciente do ponto de vista da primeira pessoa.

Fenomenalismo: visão de que os objetos físicos não podem ser justificavelmente ditos como existindo por si mesmos, mas apenas como fenômenos perceptuais.

Filosofia Feminista: uma abordagem filosófica que enfatiza e defende os papéis, experiências e interesses das mulheres.

Filosofia da Libertação: corrente filosófica que busca a liberação de grupos oprimidos e a transformação social através da análise crítica e da ação política.

Funcionalismo: teoria que considera os estados mentais em termos de sua utilidade e papel no comportamento adaptativo.

 

 

G

 

Gnoseologia: ramo da Filosofia que estuda o conhecimento humano, investigando sua origem, suas possibilidades, seus limites e seus critérios de validade.


Gnosiologia: termo também utilizado para designar o estudo filosófico do conhecimento, frequentemente empregado como sinônimo de gnoseologia ou teoria do conhecimento.


Genealogia: método filosófico associado especialmente a Friedrich Nietzsche e Michel Foucault, utilizado para investigar a formação histórica de valores, ideias, práticas e relações de poder.


Grande Outro
: conceito ligado à psicanálise de Jacques Lacan e utilizado em debates filosóficos contemporâneos para indicar a ordem simbólica, social e linguística que influencia a formação do sujeito.

 


H

 

Hedonismo: a teoria ética de que o prazer (no sentido da satisfação dos desejos) é o bem maior e o objetivo adequado da vida humana.


Hegelianismo: corrente filosófica baseada nas ideias de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que enfatiza o desenvolvimento dialético da realidade, onde o progresso ocorre por meio da superação de contradições, resultando na síntese de opostos.

Heideggerianismo: pensamento filosófico de Martin Heidegger, focado na existência humana e na questão da verdade.


Hermenêutica: interpretação de textos e fenômenos culturais através do entendimento contextual.


Hermetismo: tradição filosófica e religiosa baseada em escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, enfatizando o ocultismo, a alquimia e o conhecimento esotérico como caminhos para a iluminação espiritual.


Hilemorfismo: teoria aristotélica que sustenta que todos os seres materiais são compostos de duas partes: matéria (hile) e forma (morfé), sendo a combinação essencial para a existência de objetos concretos.

Historicismo: ideia de que o contexto histórico influencia fundamentalmente a compreensão de eventos e ideias.


Hylomorfismo: doutrina que combina matéria e forma.

Holismo: em filosofia é a visão de que as partes de um sistema só podem ser compreendidas em relação ao todo, pois o todo é maior e diferente da mera soma de suas partes.

Humanismo: perspectiva racionalista ou sistema de pensamento que atribui importância primária a assuntos humanos em vez de divinos ou sobrenaturais.



 

I

 

Idealismo: a teoria filosófica que sustenta que a natureza última da realidade é baseada na mente ou em ideias; afirma que a realidade, como percebemos, é uma construção mental.


Iluminismo: movimento filosófico do século XVIII, que enfatizou a razão, o pensamento crítico e o ceticismo na busca pelo conhecimento e na reforma da sociedade.


Imaterialismo: teoria que nega a existência de matéria e afirma que a realidade é composta exclusivamente por entidades imateriais, como a mente ou o espírito.

Imperativo Categórico: um conceito introduzido por Immanuel Kant, sugerindo uma regra ética absoluta e universal que se deve seguir, independentemente dos desejos ou circunstâncias atenuantes.

Inividualismo: foco nos direitos e na autonomia do indivíduo em oposição aos valores coletivistas.



J

 

Justiça: um conceito que envolve equidade e retidão moral baseada em ética, lei, racionalidade, religião ou equidade.

 

 

K

 

Katharsis: purificação emocional ou intelectual.

Kantismo: filosofia de Immanuel Kant que enfatiza o papel da razão pura e da experiência na aquisição de conhecimento.




L

 

Libertarianismo: uma filosofia política que defende a liberdade como seu principal objetivo, advogando por uma intervenção mínima do estado na vida dos cidadãos.

 

Liberalismo: Uma teoria política e moral que enfatiza a liberdade individual, a igualdade perante a lei e a proteção dos direitos humanos.

 

Livre-arbítrio: a ideia de que os seres humanos são livres para fazer suas próprias escolhas e não estão completamente sujeitos a forças determinísticas.

 

Lógica: estuda os princípios da inferência e argumentação válida, focando em regras que levam a conclusões verdadeiras a partir de premissas verdadeiras.

 

Logicismo: doutrina filosófica que sustenta que todos os conceitos matemáticos podem ser expressos em termos de lógica formal e que a matemática é, em sua essência, uma extensão da lógica.


Logos: conceito que denota a razão ordenadora, princípio organizador ou a palavra como expressão do conhecimento ou da verdade.




M

 

Maiêutica: método filosófico socrático que busca a verdade através de perguntas e respostas que levam à reflexão e ao autoconhecimento.

"Martelo de Nietzsche": metáfora usada pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche para descrever sua crítica contundente e destrutiva contra as estruturas tradicionais e os valores morais estabelecidos.

Materialismo: a doutrina de que nada existe além da matéria e seus movimentos e modificações, frequentemente contrastada com o idealismo.

Metaética: ramo da filosofia que investiga a natureza, o significado e a fundamentação dos valores morais e das declarações éticas, questionando, por exemplo, o que significa dizer que algo é "bom" ou "certo".

Metafísica: um ramo da filosofia que explora a natureza fundamental da realidade e da existência.


Método dedutivo: processo de raciocínio que parte de premissas gerais para chegar a conclusões específicas, utilizando a lógica formal para garantir a validade dos argumentos.


Minarquismo: filosofia política que defende um Estado mínimo, limitado à proteção dos direitos individuais, como a segurança, a justiça e a defesa nacional, evitando intervenções em áreas como economia e serviços sociais.

Monismo: doutrina filosófica que postula que a realidade é unificada e consiste em uma única substância ou princípio essencial.



N

 

Naturalismo: crença filosófica de que tudo surge de propriedades e causas naturais, e explicações sobrenaturais ou espirituais são excluídas ou desconsideradas.

Niilismo: a crença de que todos os valores são infundados e que nada pode ser conhecido ou comunicado; frequentemente associado a um pessimismo extremo.


Neoplatonismo: corrente filosófica que surgiu no século III, reinterpretando o pensamento platônico e enfatizando a unidade do ser, a hierarquia dos seres e a busca pela transcendência e a realização espiritual através da contemplação do Uno, a fonte de toda realidade.


Neopositivismo: revisão do positivismo com foco na linguagem e na lógica.


Nominalismo: teoria que nega a realidade de universais abstratos.

 

 

O

 

Objetivismo: filosofia criada por Ayn Rand que defende a razão como o único meio de adquirir conhecimento, a busca da felicidade como o objetivo moral da vida e o capitalismo laissez-faire como o sistema econômico ideal, enfatizando os direitos individuais e a propriedade privada.


Ontogenia: em filosofia, é a análise do desenvolvimento e evolução de uma entidade ou conceito, explorando como eles surgem, se transformam e atingem sua forma atual.

Ontologia: um sub-ramo da metafísica, trata do estudo do ser e da existência.

 

 

P

 

Pacifismo: em filosofia é a crença de que a guerra e a violência são moralmente injustificáveis e que os conflitos devem ser resolvidos por meio de diálogo, compreensão e não-violência.

Panteísmo: crença de que a realidade é idêntica à divindade, ou que todas as coisas compõem um deus imanente e abrangente.


Patrística: estudo e a reflexão filosófica dos primeiros pais da Igreja, que buscavam integrar a filosofia grega com a doutrina cristã, abordando questões teológicas, éticas e a natureza de Deus.

Perspectivismo: ideia filosófica de que o conhecimento e a verdade são sempre interpretados a partir de diferentes pontos de vista, enfatizando que nenhuma perspectiva é totalmente objetiva ou abrangente

Pragmatismo: uma tradição filosófica que começou nos Estados Unidos por volta de 1870, enfatizando a aplicação prática das ideias ao agir sobre elas para realmente testá-las em experiências humanas.

 

Peripatético: refere-se à escola de pensamento fundada por Aristóteles, que enfatiza a observação empírica e a caminhada durante o ensino ou a aprendizagem.


Phronesis: termo grego que designa a sabedoria prática ou prudência, a capacidade de tomar decisões corretas em situações concretas, enfatizada por Aristóteles como uma virtude essencial.


Predestinação: doutrina que afirma que Deus já determinou, desde a eternidade, o destino eterno de cada indivíduo, seja para a salvação ou para a condenação, independentemente de suas ações ou escolhas.

 

Política: examina a organização e o funcionamento das sociedades e governos, questionando como as comunidades devem ser organizadas e governadas.

 

Positivismo: corrente filosófica que se baseia na ideia de que o conhecimento científico é o único conhecimento verdadeiro.


Prova ontológica: argumento para a existência de Deus baseado em conceitos.



Q

 

Qualia: termo usado na Filosofia da Mente para designar as qualidades subjetivas das experiências conscientes, como a sensação de uma cor, de um sabor ou de uma dor.



Quididade: conceito filosófico de origem medieval que indica a essência de uma coisa, isto é, aquilo que faz com que ela seja o que é.



Quietismo: posição filosófica que valoriza a suspensão da intervenção ou do julgamento em determinadas situações, podendo aparecer em debates sobre ética, política e modos de vida.

 

 

R

 

Racionalismo: a teoria de que a razão, em vez da experiência, é a base da certeza no conhecimento.


Raciocínio dedutivo: método lógico em que conclusões são derivadas a partir de premissas gerais, sendo considerado válido se as premissas forem verdadeiras e a conclusão seguir necessariamente delas.


Razão Pura: conceito filosófico, desenvolvido por Kant, que se refere à capacidade da mente de adquirir conhecimento a priori, independentemente da experiência sensorial.

Realismo: a visão de que os objetos existem independentemente da percepção ou consciência. Enfatiza a existência de uma realidade objetiva.

Relativismo: doutrina de que conhecimento, verdade e moralidade existem em relação à cultura, sociedade ou contexto histórico, e não são absolutos.

 

 

S

 

Sartrianismo: corrente filosófica baseada nas ideias de Jean-Paul Sartre, enfatizando a liberdade e a responsabilidade individual.


Semiótica: estudo dos signos e dos processos de significação, explorando como os significados são criados, interpretados e comunicados em diversas formas de linguagem e representação.

Silogismo: tipo de raciocínio dedutivo que forma uma conclusão a partir de duas premissas, uma maior e uma menor.

Sofismo: na filosofia antiga, refere-se a um método de ensino e retórica que enfatiza argumentos persuasivos, frequentemente independentemente de sua veracidade ou lógica.


Solipsismo: teoria filosófica que sustenta que apenas a própria mente é certa de existir, questionando a realidade de tudo o mais.


Soteriologia: estudo filosófico e teológico sobre a salvação da alma.


Substância: conceito filosófico que se refere à realidade fundamental que sustenta todas as propriedades de um objeto, dividida por Descartes em substância pensante (mente) e substância extensa (matéria).


Substantivismo: corrente filosófica que sustenta que as entidades e conceitos fundamentais da realidade, como substâncias ou essências, possuem uma existência independente e objetiva, distinta das nossas percepções ou interpretações.



T

 

Taoísmo: tradição filosófica de origem chinesa que enfatiza viver em harmonia com o Tao (a natureza fundamental do universo).

Teoria Crítica: abordagem filosófica que se concentra em desafiar e criticar as estruturas e instituições sociais existentes.


Teoria da iluminação: conceito de Agostinho sobre a luz divina da verdade.


Teoria queer: crítica e desconstrução das normas de gênero e sexualidade.


Teosofia: em seu aspecto filosófico, é uma busca pela compreensão da natureza divina e do universo, propondo que a sabedoria espiritual pode ser acessada por meio da introspecção, do estudo das religiões e da experiência direta com o divino.

Teleologia: estudo filosófico de fenômenos naturais e ações humanas em termos de seus fins ou propósitos finais.


Tese: afirmação filosófica ou teológica suportada por argumentos.


Thelema: filosofia espiritual desenvolvida por Aleister Crowley que enfatiza a busca da verdadeira vontade individual como a principal norma moral, afirmando que cada pessoa deve seguir seu próprio caminho para a realização pessoal e a expressão do divino.

Tomismo: escola filosófica e teológica que segue os ensinamentos de Tomás de Aquino, combinando princípios cristãos com elementos da filosofia de Aristóteles.


Transcendentalismo: movimento filosófico e literário que surgiu nos Estados Unidos no século XIX, defendendo que a intuição e a espiritualidade transcendem a experiência sensorial e são fundamentais para compreender a realidade.

 

 

U

 

Utilitarismo: uma teoria ética que postula que a melhor ação é aquela que maximiza a utilidade, geralmente definida como aquela que produz o maior bem-estar do maior número de pessoas.


Utopia: conceito de uma sociedade ideal e perfeita, geralmente considerada impossível de realizar.

 

 

V

 

Verdade: conceito filosófico relacionado à correspondência entre uma afirmação e a realidade ou, conforme diferentes teorias, à coerência e à validade de um conhecimento.


Virtude: qualidade moral ou intelectual considerada necessária para uma vida boa, especialmente importante nas filosofias de Sócrates, Platão e Aristóteles.


Vontade de potência: conceito associado a Friedrich Nietzsche que expressa o impulso de expansão, criação, afirmação e superação presente na vida e nas ações humanas.

 

 

Ilustração representando um Dicionário de Filosofia

Dicionário de Filosofia: importante para conhecer as palavras e conceitos filosóficos.

 

 



Publicado em 25/03/2024




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Referência do texto:

 

FERRATER MORA, José. Dicionário de Filosofia. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 

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Conceitos de Filosofia - Canal Conexão Filosófica


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