Movimentos Migratórios da Atualidade

Saiba quais são os principais movimentos migratórios da atualidade no mundo.


Síria é um dos principais focos migratórios da atualidade
Síria é um dos principais focos migratórios da atualidade

 

Principais movimentos migratórios do nosso século



A história moderna está repleta de fluxos de pessoas em busca de melhores condições de vida. Entretanto, apesar das migrações não serem uma novidade na história humana, esses movimentos nunca foram tão intensos. De acordo com a ONU, o número de pessoas deslocadas já ultrapassa os 70 milhões.


Em uma economia global baseada no desenvolvimento desigual dos territórios, é possível encontrar massas de pessoas fugindo da pobreza em todos o mundo subdesenvolvido. Porém, nos últimos anos, devido a guerras e problemas políticos, grandes contingentes populacionais se deslocaram em algumas regiões específicas do globo.

 

Os principais fluxos migratórios do século XXI são:

 



1. Síria


O conflito da Síria, que teve início em 2011, provocou o deslocamento de mais da metade da população do país. Cerca de 6,6 milhões de pessoas foram obrigadas a migrar internamente e mais de 5,6 milhões se refugiaram no exterior. Os principais destinos dos refugiados do conflito são a Turquia, o Líbano e a Jordânia.



2. Sudão do Sul


Em 2013, o Sudão do Sul mergulhou em um conflito com o Sudão devido a desdobramentos políticos de sua independência conquistada em 2011. A guerra civil colocou em curso um verdadeiro processo genocida no país, com a perseguição a grupos étnicos, violência contra mulheres e crianças e o alastramento da fome na região. Como consequência, 4,2 milhões de pessoas precisaram fugir do país. A maioria dos refugiados teve como destino a Uganda, o Sudão e a Etiópia.



3. Venezuela


Em 2015, a Venezuela entrou em uma grave crise econômica causada pela inflação, recessão econômica e em uma crise política. Diante dos problemas econômicos e da repressão política enfrentada no país, 2,3 milhões de venezuelanos procuraram refúgio nos países vizinhos. Os principais destinos dos imigrantes venezuelanos são o Peru, Equador e o Brasil.



4. Honduras


Honduras é um dos países mais violentos do mundo, com uma taxa de 90,4 homicídios a cada 100 mil habitantes.


Para fugir da violência e dos problemas econômicos que o país enfrenta, milhares de hondurenhos migram para os Estados Unidos, muitos de forma ilegal, por meio da perigosa travessia da fronteira com o México.

 


5. Costa da Líbia

No ano de 2015 foi registrada a chegada de 1 milhão de imigrantes à Europa através do Mar Mediterrâneo. O grande contingente de migrantes levou os países da Europa a endurecer as leis de imigração e a aumentar a patrulha no Mediterrâneo, além de inflamar os discursos xenofóbicos em toda a Europa. Apesar disso, milhares de imigrantes que fogem de conflitos regionais e da fome continuam se arriscando na travessia, que tem como principal ponto de partida a costa da Líbia.



6. Ucrânia

 

Esse é o fluxo mais recente do nosso século. Teve início em 24 de fevereiro de 2022 (após a invasão russa) e, até 2023, já provocou a migração de mais de 7,5 milhões de pessoas (principalmente ucranianos). Os refugiados foram, principalmente, para países próximo como, por exemplo, Polônia, Moldávia, Hungria e Romênia.

 

O movimento migratório desencadeado pela guerra na Ucrânia já é considerado uma das maiores crises humanitárias da Europa desde a 2ª Guerra Mundial.

 

Foto de refugiados num barco

Migração Internacional: refugiados saindo do seu país num barco improvisado.

 

 


 


 

Publicado em 18/03/2020 e atualizado em 01/08/2023


Por Jóyce Oliveira Leitão

Licenciada em Geografia (Universidade Estadual de Londrina - 2009), Bacharela em Geografia (USP - 2014) e Mestra em Geografia (Unicamp - 2017)




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Bibliografia Indicada

 

Globalização e migrações

Autor: Barreto, Antonio

Editora: Imprensa de Ciências Sociais


Referência do artigo:

 

- Migrações internacionais no século XXI: tendências e desafios. Organização Internacional para as Migrações (OIM). Genebra, 2013. 136 p.


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