Celtas

Os celtas foram um povo que habitou a Grã-Bretanha na Antiguidade.


Os Druidas: sacerdotes do povo celta
Os Druidas: sacerdotes do povo celta

 

Quem foram e onde habitaram


Na época em que o Império Romano invadiu e conquistou a ilha da Grã-Bretanha, o povo celta era o povo que habitava esta região. Chegaram à região, vindos de diversas áreas da Europa, entre os séculos II e III A.C.



Características gerais do povo celta:



• Era um povo formado por indivíduos fortes e altos. Dedicavam-se muito à arte da guerra, embora também tenham desenvolvido muito o aspecto artístico, principalmente o artesanato.

 

• Conheciam técnicas agrícolas desenvolvidas para a época como, por exemplo, o arado com rodas.

 

• Confeccionavam joias, armaduras, espadas e outros tipos de armas, utilizando metais.

 

• Fabricavam carros de guerra desenvolvidos, que chegavam a provocar medo nos inimigos.

 

• Possuíam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Faziam seus rituais religiosos ao ar livre. No calendário celta havia diversas festas místicas como, por exemplo, o Imbolc (em homenagem à deusa Brígida). Esta festa marcava o início da época do plantio das sementes. As cerimônias e os rituais ficavam sob a responsabilidade dos druidas, o sacerdote dos celtas.



• Os belgas foram a última tribo de celtas que chegou na região da Britânia. Os belgas estabeleceram-se na área onde hoje é a Inglaterra. Foram habitar nas florestas e nas clareiras da região, ao contrário dos outros povos celtas que preferiram morar nas regiões montanhosas.



• O príncipe belga mais conhecido deste período foi Cimbelino. Com sua capacidade de conquistas, tornou-se senhor de quase toda região sudeste da Inglaterra. Fundou nesta área a cidade de Camulodunum, próxima à cidade inglesa atual de Colchester.

 

Cruz Celta da Irlanda
Cruz Celta do século X (Cruz de Muiredach) República da Irlanda.



A economia dos celtas

 

A economia celta baseava-se principalmente na agricultura e na pecuária, com ênfase na agricultura pastoril. Eles cultivavam colheitas como cevada, aveia, centeio e trigo, e criavam gado, como gado, ovelhas, cabras e porcos.


Os celtas também eram artesãos habilidosos e se dedicavam a uma variedade de ofícios. Eles eram particularmente conhecidos por seu trabalho em metal, especialmente ferro, bronze e ouro, produzindo armas, joias, utensílios e itens decorativos. Seus artesãos e artífices eram altamente qualificados e seus produtos eram frequentemente comercializados em toda parte.


O comércio era uma parte essencial da economia celta. Eles estabeleceram extensas redes comerciais, tanto locais quanto de longa distância, conectando diferentes tribos celtas e também negociando com outras culturas, como os romanos, gregos e outras sociedades em toda a Europa.


Outro aspecto da economia celta era o uso de recursos naturais. Eles extraíam sal, ferro, cobre, estanho e ouro, que usavam para seu próprio artesanato e comércio.


Também é importante notar que a economia celta não foi monetizada até os estágios posteriores de sua história, durante o contato com o Império Romano. Antes disso, a troca era baseada na troca de bens e serviços.



A sociedade celta

 

A sociedade celta durante a Idade do Ferro era complexa e estratificada, amplamente dividida em três classes. No topo estava a aristocracia, que incluía os chefes tribais, as elites guerreiras e os druidas (líderes religiosos e intelectuais). Os druidas foram particularmente influentes, responsáveis por cerimônias religiosas, educação e disputas legais. A classe média era composta de indivíduos livres envolvidos na agricultura, artesanato e comércio, formando a espinha dorsal da economia celta. A classe baixa, muitas vezes cativa das guerras, eram escravos que trabalhavam sob o controle das classes mais altas.


A sociedade celta era tribal, com cada tribo tendo seus próprios líderes e estruturas internas. Eles estavam ligados por uma língua, cultura e crenças religiosas comuns, mas não eram uma entidade política unificada. Apesar dessa divisão tribal, grandes reuniões cerimoniais envolvendo várias tribos eram comuns, demonstrando um senso mais amplo de cultura e identidade compartilhadas.

 

 


 

Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).




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Bibliografia Indicada

 

Fontes de referência do texto:

 

- PILETTI, Nelson. História e Vida Integrada. São Paulo: Editora Ática, 1998.

- COTRIM, Gilberto. História Global – Brasil e Geral, São Paulo: Saraiva, 2011.


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