Quem era
Na mitologia grega, Hermes era o deus mensageiro, dos pesos e medidas, dos pastores, dos oradores, dos poetas, do atletismo, do comércio, das estradas e viagens e das invenções.
Segundo os mitos, ele guiou e protegeu viajantes, comerciantes e pastores.
Principais características:
• Era considerado, na Grécia Antiga, o patrono dos diplomatas, dos comerciantes, da ginástica e dos astrônomos.
• Hermes era filho de Zeus (deus dos deuses) e de Maia (uma das plêiades). A crença em Hermes espalhou-se por várias regiões da Grécia Antiga.
• Hermes era o deus da eloquência e da linguagem, hábil na arte da persuasão.
• Após a Grécia ser conquistada pelo Império Romano, a figura e o mito de Hermes sofreram um sincretismo com o deus romano Mercúrio (deus do lucro, do comércio e também o mensageiro dos deuses).
Origem do mito e principais realizações
De acordo com relatos literários, o mito de Hermes surgiu no período arcaico da história da Grécia (entre 700 a.C. e 500 a.C.) na região da Península do Peloponeso. De acordo com os mitos mais antigos, Hermes, em seu primeiro dia de vida, realizou vários feitos: criou a lira (instrumento musical), criou o fogo, os sacrifícios em homenagem aos deuses, etc.
Culto
Hermes foi muito popular na Antiguidade Clássica. Vários templos foram construídos em sua homenagem em várias regiões da Grécia. Como era patrono da ginástica e da luta, havia estátuas de Hermes espalhadas por vários ginásios da Grécia Antiga.
Amores e descendentes de Hermes
Teve muitos amores e filhos. De acordo com a mitologia, foram filhos de Hermes: Hermafrodito (com Afrodite), Pã (com a ninfa Dríope), Evandro (com Karmentis) e Dáfnis (com uma ninfa não identificada).
Símbolos
Os seguintes símbolos eram associados ao deus Hermes: botas aladas (com asas) e o caduceu (bastão de ouro com duas serpentes enroladas e com asas na ponta superior).
Principal mito em que o deus Hermes aparece
O principal mito em que Hermes aparece, de forma mais característica e lembrada, é o mito do roubo do gado de Apolo.
Nesse episódio, Hermes ainda era um recém-nascido, mas já demonstrava sua astúcia. Segundo a tradição mítica, poucas horas após nascer, ele saiu do berço, roubou parte do rebanho de Apolo e tentou esconder o crime invertendo as pegadas dos animais para confundir quem os procurasse. Durante essa aventura, Hermes também teria criado a lira a partir do casco de uma tartaruga. Quando Apolo descobriu o roubo e levou a questão a Zeus, Hermes conseguiu se livrar da punição ao oferecer a lira a Apolo, que ficou encantado com o instrumento. Esse mito é importante porque revela os traços centrais de Hermes: inteligência, velocidade, esperteza, eloquência e habilidade para negociar.
Esse é considerado seu mito mais emblemático porque sintetiza sua identidade como deus dos viajantes, comerciantes, mensageiros e também dos truques e da astúcia. Em vez de aparecer apenas como um deus secundário, Hermes já surge como uma divindade ativa, inventiva e capaz de transformar um conflito em acordo, algo muito ligado ao seu papel na mitologia grega.
Outros mitos importantes em que Hermes também aparece:
- Na história de Perseu, ajudando o herói a derrotar Medusa.
- Na "Odisseia", ajudando Odisseu contra os feitiços de Circe.
- Em vários mitos ligados a Zeus, atuando como mensageiro divino.
Curiosidades mitológicas:
- Os gregos antigos acreditavam que o deus Hermes habitava no Monte Olimpo, pois era um dos doze integrantes dos deuses olímpicos.
- De acordo com fontes literárias gregas antigas, quando era criança, Hermes inventou o fogo, criou a lira (instrumento musical de cordas) e um par de sandálias mágicas.
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Estátua do deus grego Hermes |
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 05/04/2026
Fontes de referência:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes
https://www.britannica.com/topic/Hermes-Greek-mythology
- EYLER, Flávia Maria Schlee. História Antiga – Grécia e Roma: a formação do Ocidente. Petrópolis: Editora Vozes, 2014.
- PILETTI, Nelson. História e Vida Integrada. São Paulo: Editora Ática, 1998.