Introdução
A arquitetura bizantina, que surgiu no Império Romano do Oriente a partir do século IV, estabeleceu um padrão para a arquitetura eclesiástica em toda a Europa Oriental e o Oriente Próximo.
Principais características da arquitetura bizantina:
• Destaque para a arquitetura religiosa (igrejas e catedrais).
• Influências estéticas da arquitetura e arte de vários povos que tiveram contato com o Império Bizantino.
• Presença de pinturas sacras como elementos decorativos interiores. Há também a presença de ícones.
• Presença de arcos e abóbadas esféricas.
• Utilização do ladrilho como material de construção. O ladrilho era usado sozinho ou combinado com pedras no exterior e com mosaicos nos interiores.
• Uso de colunas com capitéis como suporte construtivo.
• Uso de arco de médio ponto com coletes, alternando ladrilho e pedra.
• Utilização sistemática de telhado abobadado.
• Prédios construídos com plantas centralizadas, relacionadas com o simbolismo oferecido pela cúpula.
• Construção de cúpulas de forma concêntrica.
• Os arquitetos bizantinos dominaram a arte de criar vastos espaços internos coroados por cúpulas aparentemente sem peso, e seu uso de mosaicos e mármores ricamente coloridos criou uma aura de luz divina e esplendor
• Contraste entre a simplicidade e austeridade dos exteriores e o brilho exuberante dos interiores decorados com mosaico e mármore dos Bálcãs, Rússia e Ucrânia. Com o passar dos tempos, foram incorporados elementos decorativos na parte exterior dos edifícios. Entre esses elementos, podemos citar: elementos cerâmicos, janelas com molduras, combinação de ladrilhos com efeitos de policromia.
Exemplos de construções da arquitetura bizantina:
• Basílica de Santa Sofia (Constantinopla, 532–537): cúpula monumental sustentada por pendentes, amplo espaço interno contínuo, uso intensivo de mosaicos dourados e integração entre estrutura e decoração.
• Igreja dos Santos Sérgio e Baco (Constantinopla, c. 527–536): planta centralizada com núcleo octogonal, cúpula elevada sobre colunas e forte articulação entre arcadas e galerias internas.
• Igreja de Santa Irene (Constantinopla, século VI com reconstruções no século VIII): combinação de planta basilical com cúpula central, interior mais austero e uso de abóbadas que organizam o espaço longitudinal.
• Igreja de San Vital (Ravena, 526–547): planta octogonal, cúpula central, espaços interligados por arcadas e decoração em mosaicos que reforça a dimensão simbólica do poder imperial.
• Basílica de Santo Apolinário em Classe (Ravena, século VI): planta basilical alongada, interior com mosaicos no ábside e uso de colunas que estruturam o espaço litúrgico.
• Basílica de Santo Apolinário Novo (Ravena, início do século VI): nave longitudinal com colunatas, paredes decoradas com extensos mosaicos narrativos e organização espacial
clara e hierarquizada.
• Mosteiro de Hosios Lukas (Grécia, séculos X–XI): planta em cruz grega inscrita, cúpula sobre tambor, rica decoração em mosaicos e uso de mármore no revestimento interno.
• Igreja de Dafni (Grécia, século XI): planta centralizada com cúpula, proporções equilibradas e mosaicos que seguem a tradição iconográfica bizantina clássica.
• Catedral de Cefalù (Sicília, iniciada em 1131): influência bizantina nos mosaicos do interior, especialmente no Cristo Pantocrator, combinada com elementos normandos na estrutura.
• Igreja de São Salvador em Chora (Constantinopla, séculos XI–XIV): planta complexa com acréscimos posteriores, cúpulas múltiplas e decoração em mosaicos e afrescos de grande refinamento artístico.
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| Igreja de Santa Irene em Istambul: exemplo da arquitetura bizantina. |
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| Igreja de São João Batista (Crimeia): outro exemplo da arquitetura bizantina. |
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 11/04/2026
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