Localização geográfica
A bacia hidrográfica do rio São Francisco é formada pelo Rio São Francisco (principal curso d'água) e seus afluentes. Esta bacia estende-se pelas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Ela é de extrema importância, pois é a principal fonte de água doce da região Nordeste do Brasil.
Dados, características e informações importantes:
- Estados onde ela está presente: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal.
- O principal rio é o São Francisco (conhecido como "Velho Chico"), que nasce na Serra da Canastra e deságua no Oceano Atlântico. Ele percorre 2.700 km.
- Principais rios que formam a bacia: rio São Francisco (mais importante). Afluentes do rio São Francisco: rio Grande, rio Corrente, rio Paracatú, rio Paraopeba, rio Abaeté, rio das Velhas e rio Jequitaí.
- Área de drenagem: aproximadamente 640.000 km² (corresponde a cerca de 7,5% do território brasileiro).
- Uso dos recursos hídricos da bacia: pesca, irrigação e geração de energia elétrica através de usinas hidrelétricas.
- Biomas presentes: Caatinga (na região nordeste da Bahia); Cerrado (entre o sudoeste de Minas Gerais e norte da Bahia); Mata Atlântica (na região da Serra da Canastra);
- Usinas Hidrelétricas presentes: Paulo Afonso, Três Marias, Xingó, Sobradinho e Itaparica.
- Esta bacia hidrográfica possui ótimo potencial hidrelétrico.
- Quantidade de água recebida através das chuvas: média de 1.030 milímetros.
- Os rios dessa bacia hidrográfica percorrem, principalmente, áreas de relevo do tipo planalto.
- O tipo de foz do principal rio da bacia, o São Francisco, é do tipo foz.
- Ela é a terceira maior bacia hidrográfica do Brasil e a segunda maior localizada totalmente em território brasileiro.
- A Bacia do Rio São Francisco é dividida em 4 regiões: 1) Alto São Francisco (da nascente até Pirapora-MG); 2) Médio São Francisco (entre Pirapora e Remanso-BA); 3) Submédio São Francisco (de Remanso-BA até a Cachoeira de Paulo Afonso no estado da Bahia); 4) Baixo São Francisco (da Cachoeira de Paulo Afonso até a foz no Oceano Atlântico no município de Brejo Grande-SE).
- O regime fluvial dessa bacia é tropical austral.
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| Localização da Bacia do Rio São Francisco (em laranja-escuro no mapa) - fonte do mapa: website do IBGE |
TEXTO COMPLEMENTAR: O RIO SÃO FRANCISCO
O rio São Francisco, popularmente conhecido por “Velho Chico”, nasce na Serra da Canastra (Minas Gerais). Possui uma extensão de 2863 quilômetros e atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
O rio São Francisco desemboca (foz) no Oceano Atlântico (município de Piaçabuçu, Alagoas). Ele possui vários rios afluentes em sua bacia hidrográfica: Abaeté, das Velhas, Paraopeba, Jequitaí, Paracatu, Verde Grande, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande.
O São Francisco possui uma grande importância econômica na região por onde passa, pois, é usado para navegação (em alguns trechos), irrigação de plantações e pesca. Em função desta importância, existe um projeto do governo federal que pretende fazer a transposição do rio para que as águas possam atingir regiões que sofrem com a seca nordestina.
O rio São Francisco também é uma importante via de transporte de mercadorias na região. Os principais produtos transportados, em embarcações especiais, são: sal, arroz, soja, açúcar, cimento, areia, manufaturados, madeira e alguns minérios. Há também o transporte de turistas, pois o passeio pelo rio é muito procurado.
Dados hidrográficos principais:
- Caudal médio: 2.940 m³/segundo.
- Área da Bacia: cerca de 640 mil quilômetros quadrados.
- Altitude da nascente: cerca de 1.200 metros.
- Quantidade de cidades por onde passa: 521
Curiosidades:
- O rio São Francisco também é conhecido como rio da integração nacional, pois ele passa por vários estados brasileiros, unindo aspectos de diversas culturas regionais do Brasil.
- O São Francisco é um rio perene, ou seja, ele sempre possui água em seu curso (nunca seca), mesmo nos longos períodos de estiagem (falta de chuvas) que ocorrem no Nordeste do Brasil.
Saiba mais:
Obtenha mais dados e informações sobre este tema no website do Comitê da Bacia do Rio São Francisco (CBHSF).
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| Síntese das características hidrográficas do Rio São Francisco. |
RESUMO:
Características gerais
- Localização geográfica: abrangência dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Distrito Federal, com área superior a 600 mil km².
- Importância nacional: grande relevância hídrica, econômica, cultural e social para o interior do Brasil desde o período colonial.
Formação e aspectos físicos
- Origem e nascente: formação na Serra da Canastra (Minas Gerais), em região de clima tropical, com altitude superior a 1200 metros.
- Curso do rio: percurso aproximado de 2700 km até o Oceano Atlântico, dividido em alto, médio e baixo curso.
- Afluentes principais: contribuição de rios como Paraopeba, das Velhas, Verde Grande, Pajeú e Moxotó para o abastecimento hídrico regional.
Clima da bacia
- Tipos climáticos: predominância de climas tropical úmido e semiárido, influenciando o regime de cheias e estiagens.
- Regime de chuvas: concentração das precipitações entre outubro e março, com longos períodos secos no Sertão nordestino.
Vegetação e biomas
- Biomas abrangidos: ocorrência de Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica em diferentes trechos da bacia.
- Impactos na vegetação: redução da cobertura nativa por atividades agropecuárias desde o século XX.
Aspectos socioeconômicos
- Agricultura irrigada: produção de frutas, hortaliças e cana-de-açúcar impulsionada pelo uso das águas do rio.
- Pesca e atividades tradicionais: manutenção de práticas culturais e econômicas de populações ribeirinhas desde o período colonial.
- Indústria e energia: presença de hidrelétricas como Três Marias (1961) e Sobradinho (1979), fundamentais para o abastecimento nacional.
Problemas ambientais
- Assoreamento: acúmulo de sedimentos provocado pelo desmatamento e pelo uso inadequado do solo.
- Poluição: despejo de esgoto doméstico e resíduos industriais em centros urbanos da bacia.
- Redução de vazão: impactos do desmatamento, das barragens e das mudanças climáticas desde o final do século XX.
Obras e projetos hídricos
- Transposição do rio: construção iniciada em 2007 para levar água ao Agreste e Sertão nordestino através dos eixos Leste e Norte.
- Barragens e reservatórios: criação de grandes lagos artificiais para geração de energia, controle de cheias e abastecimento urbano.
Aspectos culturais e históricos
- Importância histórica: papel estruturador na ocupação do interior do Brasil a partir do século XVI.
- Cultura ribeirinha: manifestações musicais, religiosas e culinárias vinculadas às comunidades que vivem às margens do rio.
Conservação e gestão
- Fiscalização ambiental: atuação de órgãos federais e estaduais na preservação da vegetação e da qualidade da água.
- Comitês de bacia: participação de sociedade civil, governos e usuários da água na tomada de decisões desde a década de 1990.
DICAS PARA PROVAS E VESTIBULARES: TEMAS QUE GERALMENTE SÃO COBRADOS
1. Localização e extensão da bacia hidrográfica do Rio São Francisco
As provas costumam cobrar a identificação da área de abrangência da bacia, que se estende por estados como Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e partes de Goiás e do Distrito Federal. As questões exigem reconhecer sua importância como uma das maiores bacias hidrográficas inteiramente brasileiras.
2. Características físicas e divisão em alto, médio e baixo São Francisco
Os vestibulares e o ENEM frequentemente exploram a divisão da bacia em três trechos: alto, médio e baixo curso. As questões avaliam a compreensão das diferenças de relevo, clima, navegabilidade e potencial hidrelétrico ao longo do rio, além de seu papel na integração regional.
3. Importância econômica e funções socioambientais da bacia
É comum a cobrança da relevância econômica da bacia do São Francisco. As provas exigem analisar seu papel na agricultura irrigada, na geração de energia, na pesca artesanal, no abastecimento urbano e na manutenção de ecossistemas associados.
4. Transposição do Rio São Francisco
As questões frequentemente abordam o Projeto de Integração do São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional. Avalia-se a compreensão dos objetivos da transposição, suas críticas, controvérsias socioambientais e impactos regionais, especialmente na redução da vulnerabilidade hídrica em áreas semiáridas.
5. Hidreletricidade e impactos socioambientais
Os vestibulares e o ENEM exploram usinas hidrelétricas como Sobradinho, Itaparica, Xingó e Três Marias. As questões exigem identificar como represas alteram o regime natural do rio, interferem na fauna, flora e comunidades ribeirinhas, além de seus efeitos na dinâmica econômica regional.
6. Degradação ambiental, poluição e assoreamento
As provas costumam cobrar problemas ambientais, como desmatamento das margens, erosão, assoreamento, poluição agrícola e urbana e redução da vazão em períodos de seca.
Avalia-se a compreensão de como atividades humanas intensificam a degradação dos ecossistemas associados ao rio.
7. Ameaças à biodiversidade e conservação dos ecossistemas
As questões frequentemente destacam a fauna e flora específicas da bacia e as pressões sobre esses ambientes. Avalia-se a compreensão de processos que ameaçam a biodiversidade, como pesca predatória, introdução de espécies exóticas e perda de habitats naturais.
8. Relação entre clima semiárido e dependência hídrica do São Francisco
Os vestibulares e o ENEM exigem reconhecer o papel do rio como fonte essencial de água para áreas do Nordeste marcadas pela irregularidade das chuvas. As questões pedem análise da importância do rio para o abastecimento humano, irrigação e manutenção de atividades produtivas em regiões áridas.
9. Gestão dos recursos hídricos e conflitos de uso
As provas exploram os conflitos entre irrigação, hidreletricidade, abastecimento urbano, pesca e preservação ambiental. Avalia-se a compreensão da necessidade de gestão integrada, participação social e políticas de uso sustentável dos recursos da bacia.
10. Importância histórica, cultural e simbólica do São Francisco
As questões frequentemente cobram o papel do rio na formação do território e nas dinâmicas econômicas e culturais do interior do Brasil. Avalia-se a compreensão da bacia como eixo de ocupação humana, circulação, trocas comerciais e identidade regional ao longo dos séculos.
Artigo revisado por Marcia Rodrigues - Professora de Geografia - Graduada pela Universidade de Guarulhos (2005)
Atualizado em 01/02/2026
Fontes de referência do texto:
ADAS, Melhem e ADAS, Sérgio. Expedições Geográficas. São Paulo: Editora Moderna, 2016.
ADÃO, Edilson e Furquim Jr., Laércio. 360° Geografia. São Paulo: Editora FTD, 2015.
Vídeo indicado no YouTube:
Bacia do São Francisco e a transposição do “velho Chico” | Aula completa | Professor Ricardo Marcílio