Bastet


 

Quem era na religião egípcia

 

Na mitologia egípcia antiga, Bastet era uma deusa que representava a fertilidade, as mulheres grávidas, a maternidade, a feminilidade e a alegria do lar. Era filha do deus (deus Sol), embora em alguns hieróglifos apareça também como filha do deus Amom.

 

A natureza complexa e multifacetada de Bastet fez dela uma figura-chave na antiga religião egípcia, com sua influência estendendo-se desde o Império Antigo (c. 2686 a.C. a 2181 a.C.) até o período do domínio romano (30 a.C. a 395 d.C.).



Principais características da deusa Bastet:

 

• Em pinturas e relevos, encontrados principalmente em templos e pirâmides, Bastet aparece representada com corpo de mulher e cabeça de gato. Estátuas de gato de cor preta também eram usadas para representar esta deusa.

 

• O templo de culto à deusa Bastet ficava na cidade do Antigo Egito de Bubástis (região do delta do rio Nilo). Os egípcios faziam, neste templo, festas anuais em homenagem à deusa gato. Nestas festas, além das oferendas, eram enterrados gatos mortos próximos ao templo e arreadores da cidade.

 

• Os principais atributos associados à deusa Bastet no Egito Antigo eram: gato, cesta, faca e sistro (antigo instrumento musical, feito geralmente de bronze).

 

• Era considerada pelos egípcios como uma deusa de comportamento antagônico. Costumava ser benevolente, gentil e alegre. Porém, em algumas situações, foi retratada como sendo cheia de ira e fúria.

 

• Bastet é conhecida também como uma deusa protetora. Como leoa, era considerada uma guerreira feroz, e como gata doméstica, era vista como protetora do lar e do faraó. Ela era frequentemente invocada para proteção contra espíritos malignos e doenças.

 

 

Curiosidade mitológica:

 

Na mitologia grega, a deusa equivalente de Bastet era Ártemis.

 

Estátua da deusa Bastet

Estátua da deusa Bastet.

 

 

Bastet e a derrota de Apófis


Em uma das tradições religiosas do Egito Antigo, Bastet participa da luta diária contra Apófis, uma enorme serpente associada ao caos, à escuridão e à destruição. Todas as noites, quando o deus Rá atravessava o mundo subterrâneo em sua barca solar, Apófis tentava impedir seu percurso e evitar o renascimento do Sol.

Bastet aparecia como uma das divindades protetoras de Rá. Em certas representações, assumia a forma de uma gata ou de uma leoa e enfrentava a serpente com grande ferocidade. Usando suas garras e uma faca, a deusa cortava ou decapitava Apófis, garantindo que a barca solar pudesse continuar sua viagem.

Essa narrativa destacava o aspecto guerreiro de Bastet, que não era apenas uma deusa ligada à proteção do lar, à maternidade, à música e à fertilidade. Ela também possuía uma dimensão agressiva e defensora, especialmente quando combatia forças que ameaçavam a ordem divina.

A vitória de Bastet sobre Apófis simbolizava o triunfo da ordem sobre o caos e da luz sobre as trevas. Como a ameaça da serpente retornava todas as noites, o combate precisava ser repetido continuamente, refletindo a crença egípcia de que a estabilidade do universo dependia da ação constante dos deuses.

 

 

Estátua da deusa Bastet sendo representada por um gato
Estátua da deusa Bastet sendo representada por um gato

 

 



Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Atualizado em 11/07/2026




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Bibliografia e vídeos indicados:

 

Fonte:

 

https://www.britannica.com/topic/Bastet

 

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