Tomás Antônio Gonzaga

Tomás Antônio Gonzaga foi um poeta do arcadismo brasileiro.


Tomás Antônio Gonzaga: um dos principais representantes do Arcadismo na Literatura Brasileira
Tomás Antônio Gonzaga: um dos principais representantes do Arcadismo na Literatura Brasileira

 

Quem foi

 

Tomás Antônio Gonzaga foi um jurista e poeta luso-brasileiro da segunda metade do século XVIII e início do XIX. É considerado um dos principais representantes do Arcadismo na Literatura Brasileira. Ficou conhecido também por participar da Inconfidência Mineira como ativista político.

 

Biografia resumida

 

Tomás Antônio Gonzaga nasceu na cidade do Porto (Portugal), em 11 de agosto de 1744.

 

Veio morar no Brasil, com a família, com 7 anos.

 

Na fase adulta da vida, voltou para Portugal, cursou Direito e exerceu a magistratura.

 

Voltou para o Brasil com 38 anos e ocupou o cargo de Ouvidor na cidade de Vila Rica (Minas Gerais).

 

Participou da Inconfidência Mineira, em 1789. Foi preso, acusado de conspiração e enviado para Moçambique para cumprir pena de 10 anos.

 

Casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, em 1793, com quem teve um filho e uma filha.

 

Faleceu na Ilha de Moçambique, aos 66 anos, em 1810 (data exata não conhecida).

 

Principais características do estilo literário:

 

Apresentou, em suas poesias, importantes aspectos da Literatura neoclássica.

 

Presença de lirismo e subjetivismo em suas obras.

 

Presença do modo de vida ideal ligado ao campo (zona rural).

 

A mulher amada (no caso Marília) é divinizada.

 

Modo de vida ligado ao aproveitamento do “hoje” (carpe diem).

 

Presença de sentimentos intensos (amor, ciúmes, paixão, etc.).

 

A vida em Vila Rica de sua época é retratada de forma real.

 

Principais obras de Tomás Antônio Gonzaga:

 

Poesia lírica:

 

- Liras de Marília de Dirceu – Partes I e ll

 

Poesia satírica:

 

- Cartas Chilenas


Tese jurídica:

 

- Tratado de Direito Natural

 

 

Resumo da obra "Marília de Dirceu"

 

"Marília de Dirceu" é composta por três partes publicadas em diferentes momentos. O livro é um exemplo clássico do arcadismo brasileiro, e seus poemas são marcados pelo uso de uma linguagem simples e pela idealização da vida pastoral. A obra é uma coletânea de liras, nas quais o eu lírico, sob o pseudônimo de Dirceu, expressa seu amor por Marília, representando uma mulher idealizada e perfeita.


Na primeira parte do livro, o poeta celebra a beleza e as virtudes de Marília, descrevendo seu amor de maneira idealizada e bucólica. Ele imagina uma vida simples e feliz ao lado dela, vivendo em harmonia com a natureza. Este amor puro e ingênuo é característico do movimento árcade, que valoriza a simplicidade e a serenidade da vida no campo.


Já na segunda e terceira partes, há uma mudança de tom. Escrito enquanto Gonzaga estava preso, o tom dos poemas se torna mais melancólico e introspectivo. Ele expressa sua saudade e angústia pela separação de Marília, além de refletir sobre a injustiça de sua prisão. A idealização cede lugar a um sentimento mais realista e doloroso, evidenciando a transformação de suas circunstâncias e a profundidade de seu amor.

 

 

Curiosidade:

 

O nome arcádico de Tomás Antônio Gonzaga era Dirceu.

 

Capa do livro Marília de Dirceu

Capa do livro Marília de Dirceu, publicado em 1824.

 

 




Por Elaine Barbosa de Souza
Graduada em Letras (Português e Inglês) pela FMU (2002).




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Bibliografia Indicada

 

Ecos do Arcadismo no Romanceiro da Inconfidencia

Autor: Paes, Iêdo de Oliveira

Editora: Flamboyant


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