Alberto de Oliveira



Quem foi

 

Antônio Mariano de Oliveira, que usava o pseudônimo de Alberto de Oliveira, foi um professor e poeta brasileiro do Parnasianismo. É considerado um dos principais poetas desse movimento literário.

 

Nasceu em Palmital de Saquarema (estado do RJ), em 28 de abril de 1857. Morreu na cidade de Niterói (estado do RJ), aos 79 anos, em 19 de janeiro de 1937.

 

Embora sua principal atividade tenha sido a produção literária, também trabalhou como farmacêutico (era formado no curso de Farmácia) e jornalista.



Principais características de suas obras:

 

Valorização da forma e presença de expressivo objetivismo.

 

Uso de linguagem correta, sem estrangeirismos e com presença de muitas palavras raras.

 

Interesse por temas universais, afastando-se de questões locais ou nacionais específicas. Essa característica é conhecida como Universalismo.

 

Escreveu sonetos, que até hoje são considerados de excelente qualidade e beleza.

 

Valorizou, em suas poesias, a natureza e os ambientes externos.



Foto do escritor Alberto de Oliveira
Alberto de Oliveira: um dos grandes nomes do parnasianismo brasileiro.

 

 

Principais obras de Alberto de Oliveira:

 

- Canções românticas (1877): obra inicial marcada pela influência do Romantismo, com forte presença de sentimentalismo, lirismo amoroso e valorização das emoções individuais.


- Sonetos e poemas (1885): reúne composições que evidenciam o rigor formal do autor, com destaque para o uso do soneto e a busca pela perfeição estética típica do Parnasianismo.


- Meridionais (1884): apresenta poemas que exploram temas variados, com ênfase na descrição objetiva e na valorização da forma, consolidando a adesão do autor ao estilo parnasiano.


- Versos e rimas (1895): coletânea que reforça o cuidado técnico e a musicalidade dos versos, evidenciando o refinamento linguístico e a preocupação com a métrica e a rima.


- Poesias (1900): reúne produções maduras do autor, nas quais se destacam o equilíbrio entre forma e conteúdo, além da consolidação de sua estética parnasiana.


- O Culto da Forma na Poesia Brasileira (1916): obra de caráter crítico em que o autor defende a valorização da forma e da técnica na poesia, refletindo os princípios do Parnasianismo no Brasil.


- Ramo de Árvore (1922): coletânea tardia que mantém o rigor formal, mas apresenta certa suavização temática, com poemas mais contemplativos e reflexivos sobre a natureza e o tempo.

 

 

Quais características do Parnasianismo estão presentes nas obras de Alberto de Oliveira?



- Culto à forma: valorização extrema da estrutura do poema, com rigor métrico, uso frequente do soneto e preocupação com a construção perfeita dos versos.


- Objetividade: predomínio de uma linguagem mais impessoal, evitando excessos subjetivos e sentimentais típicos do Romantismo.


- Esteticismo: busca pela beleza ideal na poesia, tratando o poema como um objeto artístico cuidadosamente elaborado.


- Impassibilidade: tentativa de neutralidade emocional, com distanciamento do eu lírico em relação aos temas abordados.


- Descrição minuciosa: detalhamento preciso de objetos, paisagens e cenas, muitas vezes com caráter quase pictórico.


- Linguagem culta e refinada: emprego de vocabulário erudito e seleção rigorosa das palavras, priorizando a elegância formal.


- Valorização da Antiguidade clássica: presença de referências à cultura greco-romana, considerada modelo de equilíbrio e perfeição estética.


- Arte pela arte: defesa da poesia como expressão estética autônoma, sem compromisso direto com questões sociais ou políticas.



Você sabia?

 

- Alberto de Oliveira foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897.

 

- Em 1924, foi escolhido como o "Príncipe dos Poetas Brasileiros", num concurso realizado pela revista Fon-Fon.

 

 

 



Artigo publicado em 29/12/2019 e atualizado em 17/03/2026

Revisado por Elaine Barbosa de Souza
Graduada em Letras (Português e Inglês) pela FMU (2002).




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Bibliografia e vídeos indicados:

 

Fonte de referência:

 

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 52. ed. São Paulo: Cultrix, 2017.


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